quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pronome Relativo


O mistério, que todo mundo gosta de sentir, junto com epifania.
A epifania de toda noite, que chega por causa da solidão.
A solidão inimiga de quem só quer ser feliz, e que tem saudade.
A saudade que espera por um abraço que nunca chega.
O pronome relativo que tanto exprime a prova da vida.
A vida, o cúmulo do número um, e por isso dá tanto medo.
O medo que protege, mas impede de acontecer a sorte.
A sorte, que não avisa quando vai aparecer e depois é superada pela atitude.
A atitude que não dá desculpas ao erro oculto.
O erro feito pelo ser humano pelo simples fato de ser imperfeito.
A imperfeição, com o seu lado ruim humilha a perfeição.
Que um dia vai cansar de fingir ser bela e confessar que nunca foi perfeita.
E por fim, o quebra-molas da rua, que pega de surpresa o carro,
Só para avisar aos viajantes que a viagem da vida só é aturada porque tem tristeza.


Fábio Coelho (06.01.08)

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