Há muito tempo quando fui à Brasília
O povo de lá me falava que goiano
Não tinha abertura pra se expressar
Porque o sotaque não soava tão bem
Quanto o catarro que sai do R candango.
Para falar a verdade eu nunca aceitava
A teoria de que só valia a intelectualidade
Garantida no sotaque que nenhum caipira
Saque como um paulista ou um gaúcho.
Eu puxo, puxo sim a porta e o portão
Mas não ouço bem o chiado do carioca
Que soca no pastel e na castanha que
Todo nordestino tanto adora.
E os cearenses, com suas cabeças chatas
E preocupadas com a recepção dos turistas,
Admiradores das lindas praias e saias
Usadas pelas negras do bumbum
Cuja curva não se encontra em mais lugar nenhum.
E depois os tais turistas falam mal do nordeste
Depois de ter sentado nas cadeirinhas
Passando os pés nas areias lindas
E levantando as suas mãozinhas naquela preguiça
Para mais uma água de côco.
Observe, absorve e tenha calma,
Que ainda tem muita filosofia
Entre a simpatia e o cerne da alma.
03.10.07
O povo de lá me falava que goiano
Não tinha abertura pra se expressar
Porque o sotaque não soava tão bem
Quanto o catarro que sai do R candango.
Para falar a verdade eu nunca aceitava
A teoria de que só valia a intelectualidade
Garantida no sotaque que nenhum caipira
Saque como um paulista ou um gaúcho.
Eu puxo, puxo sim a porta e o portão
Mas não ouço bem o chiado do carioca
Que soca no pastel e na castanha que
Todo nordestino tanto adora.
E os cearenses, com suas cabeças chatas
E preocupadas com a recepção dos turistas,
Admiradores das lindas praias e saias
Usadas pelas negras do bumbum
Cuja curva não se encontra em mais lugar nenhum.
E depois os tais turistas falam mal do nordeste
Depois de ter sentado nas cadeirinhas
Passando os pés nas areias lindas
E levantando as suas mãozinhas naquela preguiça
Para mais uma água de côco.
Observe, absorve e tenha calma,
Que ainda tem muita filosofia
Entre a simpatia e o cerne da alma.
03.10.07









