terça-feira, 21 de outubro de 2008

A felicidade


Seu Zé acordou hoje com alguma vontade

Mas não tinha nada pra fazer

Não tinha problema,

Não pensava em nenhum tema

Nem tinha poema para ler.


Olhou para o sofá vazio

Da janela via o campo

Umas crianças lá brincanco

E bem atrás havia um rio.


Hoje há tarde ele me encontra

Cheio de conta, celular que

Não parava calado,

A mulher pedindo dinheiro

A casa com mal cheiro

E o cobrador reclamando

O aluguel atrasado.


E me fez uma difícil pergunta

Pois não estava satisfeito

Citou 'felicidade'

E me pediu algum conceito.


Eu lhe disse: Não sei muito direito

Mas ficaria muito feliz

Se tivesse sua manhã todo dia

Sem pensar em despesa

Seria uma beleza

Verdadeira terapia.

2 comentários:

Juliana Walczuk disse...

:D

Lívia Araújo disse...

Até que em fim meu Tigrão.
Tava com saudade das suas poesias, sua simplicidade belíssima sua "bacia misturada de agonias e sinceridades".

Não passe mais tanto tempo sem postar, ok?
Beijos meu Tigrão ;*