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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Apesar de forte, muito Fraco


Eu queria ter mais força
Além da que me representa justamente
Quando tenho alvura de elogios
Se é que alguém muito esperto me entende.

Imagina se só se tivesse as qualidades
Facilmente vistas pela família
E pelos amigos que já conhecem sua pessoa
E que têm a tendência de sempre achar
Legal ou coerente aquilo que se faz.

Seria totalmente insípida a honra
Nesse assunto, tudo que é explícito
Uma hora se torna insípido, meu bem.
É que quando a criatura anda no nível dos normais,
Sem pecado e tão formais, insípido fica também.

Eu queria ter mais força para não fazer
Cara de soberbo e, mesmo entupido de razão,
Não ser impaciente com uma pessoa
Que não possua que a minha a mesma opinião.

Eu queria ter mais força para ter coragem
De sorrir mais para meu irmão
Que agora longe de mim mora
E precisa de mais brincadeira e risos, embora
Já sejamos os dois peludos e recém-adultos.

Eu queria ter mais força na hora do sono
Quando estou quase dormindo
E me dá vontade de escrever
Mas tenho mais preguiça do que força.

E não levanto porque não compreendo
A grandeza do efeito que uma poesia
Pode surgir, quem sabe, mais tarde
Diante de mais um sono desses, de todo dia.

Fábio Campos Coelho {28.04.09}